Fabíola Neuvalt - Uma história de Sucesso!

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Esta é a história da Fabíola Neuvalt, uma curitibana que abriu mão da sua carreira profissional para lutar pelo sonho de ser mãe.

Após um aborto espontâneo e dois partos prematuros, Fabíola engravidou novamente e com o apoio do seu marido, Paulo Pesh e o auxílio dos familiares, esta mulher de fibra realizou o sonho da maternidade.
Foram cento e dois dias internada em repouso absoluto, uma gestação cheia de dúvidas e incertezas. Mas em nenhum momento Fabíola pensou em desistir. Ela lutou até o fim e teve como recompensa a sua linda Beatriz!
Leia abaixo, na íntegra, a trajetória de vida desta mulher que não desistiu do seu sonho e que hoje compartilha conosco um pouco da sua história.


A nossa luta começou em 2004, quando eu e meu esposo decidimos engravidar. Deixei o meu trabalho na área de finanças, numa multinacional. Sabia que não conseguiria conciliar o trabalho (reuniões, viagens) com marido, casa e filhos.
Alguns meses após o meu desligamento eu engravidei e para a nossa surpresa, gêmeos! Mas, acabei tendo um aborto retido. Numa ecografia de rotina, acabamos descobindo que os bebês tinham parado de desenvolver por volta da 8ª semana. Choramos muito - recebemos a notícia praticamente na véspera de Natal.
 
Em 2006, descobrimos que estava grávida novamente e tudo estava correndo muito bem. Porém, na 24ª semana fui a Maternidade com sangramento; não imaginava que meu João Paulo estava quase nascendo. Foi aí que diagnosticaram a IIC. Fui submetida a uma cerclagem de emergência, fiquei em repouso absoluto por quase uma semana. Mas, a bolsa rompeu e o meu pequeno nasceu pesando 740 gr. Sobreviveu por 20 dias e numa manhã de domingo fomos acordados com uma ligação do hospital informando que nosso filhinho não havia resistido a sua prematuridade extrema.
 
O sentimento, a razão e a fé trocavam de posições constantemente em nossa alma, e o processo diário em decidir continuar crendo no invisível se tornava cada vez mais difícil. A montanha russa emocional foi uma realidade dura nesse tempo. Muitas
vezes dormíamos chorando e da mesma forma acordávamos, muitas vezes as refeições eram interrompidas pelo silencio e pelas lágrimas rolando nos nossos rostos.

Dois anos depois, em 2008 decidimos que era tempo de engravidar novamente. Dessa vez fizemos a cerclagem em tempo
ideal e redobrei os cuidados. 
A cada nova ecografia o João Pedro tomava forma e ficávamos vendo com quem ele mais se parecia, e o nosso coração se aquecia com o fato de que Deus reservara esse tempo para nos alegrarmos com a promessa dos filhos como herança para os pais.
No entanto, na viségima sexta semana de gestação os pontos da cerclagem se romperam, entrei em trabalho de parto e o João Pedro nasceu, pesando apenas 970gramas.

O João Pedro sobreviveu um dia... Sepultamos mais um fiho, o que ao nosso ver é antinatural.

Em 2011, após termos orado a Deus decidimos que faríamos uma nova tentativa. E no início deste ano recebemos o positivo.
A cerclagem foi feita com 14 semanas e no dia deste procedimento o médico nos alertou que dali para frente a minha vida
passaria a ser na horizontal. E também que nos preparássemos para passar boa parte da gestação no hospital, como precaução.
Em casa foram 50 dias de repouso relativo; levantava apenas para ir ao banheiro, e um banho ao dia (sentada) e fazia as
refeições recostada à cama.
Em maio de 2012, no dia das Mães, dei entrada na Maternidade; estava com 21 semanas de gestação.
O médico deixou na prescrição repouso absoluto e com remédio na veia para tentar controlar as contrações, pois só a
medicação via oral não estava fazendo efeito.
O medo muitas vezes tomou conta, passava horas e horas sozinha naquele quarto frio, contando o gotejamento do soro, as
contrações, as semanas - torcendo para chegar a semana 28. Tive infecção urinária praticamente durante todo o tempo em que fiquei ali, tomei muito antibiótico. Tive fortes crises renais e anemia profunda.
 
Os dias pareciam intermináveis e eu ansiava pela chegada do meu esposo ao final do dia. Ele foi o meu forte e fiel companheiro; acabou mudando para a maternidade também. Dormiu ao meu lado (no sofazinho desconfortável) durante os 102 dias de internação. A nossa residência passou a ser aquele quarto.


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Eu precisava ganhar peso. O médico receitou uma dieta calórica. Eu já não suportava mais a comida do hospital.
A minha mãe dava um jeitinho de levar o nosso jantar pelo menos três vezes por semana. Atravessava a cidade para levar a
minha dieta "engordativa". E nos finais de semana era a minha sogra quem caprichava no cardárpio - muito espinafre, couve e
carboidrato.
Eu não sentia fome mas, literalmente "empurrava" a comida. Sabia que o ganho de peso da minha filha dependia da minha
alimentação.
Na 35ª semana o médico decidiu suspender toda a medicação. Comentou que  preferia correr o risco de o bebê nascer prematuro a continuar com a medicação. Eu tinha certeza que com a suspensão eu entraria em trabalho de parto. E foi o que ocorreu: a medicação fora retirada no sábado às 10h30 e às 20h07 do mesmo dia nasceu a Beatriz (àquela que traz felicidade), pesando 2.400kg. Linda, perfeita e saudável!
Por precaução o pediatra decidiu deixá-la na UTI. Ficou apenas dois dias e depois foi para o quarto.
 
Ela nasceu dia 18/08/12 e agora com muita alegria e orgulho eu posso dizer: "E enfim... Sou Mãe".
Fabíola Neuvalt



Beatriz - Nasc.: 18/08/12

 
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