Dra_Rosiane_MattarFoi uma honra poder entrevistar uma das maiores autoridades em Insuficiência Istmo Cervical do país: Dra. Rosiane Mattar.

Seu consultório em São Paulo - capital, fica na Rua Dr. Diogo de Faria, próximo ao metrô Santa Cruz e ela atua na Escola Paulista de Medicina  (EPM )e é Professora Livre-docente na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).


Costumeiramente realiza circlagem dupla (o residente dá o ponto de cima e ela analisa e completa dando o ponto embaixo). 


"Não costumo prescrever repouso para a paciente nem abstinência sexual", diz ela. Mulheres de todo o Brasil vem até São Paulo/SP para realizar a circlagem com ela e retorna para o seu Estado/Cidade de origem e continua o pre-natal com o seu ginecologista de confiança.


Com vários prêmios recebidos no exterior por defender diversas teses, a Dra. Rosiane dá palestras em todo o Brasil sobre Iinsuficiência cervical para os ginecologistas/obstetras, através da FEBRASGO - Federação Brasileira dos Ginecologistas.


Segue abaixo um artigo a respeito da retirada do líquido amniótico para realização da circlagem, escritro por ela e alguns colaboradores:


 


O Tratamento da Insuficiência Istmocervical com Protrusão de Membranas


 

Nas gestantes com insuficiência istmocervical (IIC) nas quais já houve cervicodilatação e prolabamento das membranas existe dificuldade técnica para realizar-se a circlagem para conseguir o prolongamento da gravidez até que haja maturidade fetal suficiente para garantir a sobrevida do concepto. Descrevemos um caso de IIC com prolabamento de membranas na 21ª semana, em que se realizou a diminuição da pressão intra-uterina por amniocentese com drenagem de líquido amniótico até a reintrodução das membranas para o interior da cavidade uterina, o que permitiu a tração dos lábios do colo e a realização da circlagem com menor trauma mecânico. Esta medida proporcionou a evolução da gravidez por 12 semanas e a sobrevida do concepto.



 Matéria


A insuficiência istmo cervical (IIC) é patologia em que há deficiência funcional do esfíncter uterino, impossibilitando-o de manter-se convenientemente fechado até o final da gravidez, determinando perdas gestacionais recorrentes na forma de abortos tardios ou partos prematuros. Pode ser de origem congênita, eventualmente estando associada a outras malformações uterinas como útero bicorno ou septado, ou ainda ser determinada por trauma de natureza ginecológica ou obstétrica, principalmente a dilatação forçada do colo para a realização de abortamentos.

 

Nas pacientes portadoras de IIC, o aumento da pressão intra-uterina ocasionado pelo desenvolvimento da gravidez pressiona a região do esfíncter defeituoso, promovendo cervico-dilatação precoce e, por meio dela, a protrusão das membranas, sem sintomas específicos que possam ser percebidos pela gestante. O diagnóstico fica dependente da oportunidade ao acaso da realização do exame especular, toque ou ultra-som.

 

Quando já se tem o diagnóstico pré-gestacional de IIC, o tratamento de eleição é a realização da circlagem (sutura em bolsa) durante a gravidez e antes que a patologia ocasione modificações cervicais como encurtamento e dilatação, condições que determinam dificuldades técnicas à cirurgia e pior prognóstico.

 

Entretanto, algumas vezes, o diagnóstico de IIC só é estabelecido quando já existe cervicodilatação e protrusão das membranas, dificultando as medidas terapêuticas.

 


 
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