Amniorrexe prematura

Define-se a amniorrexe prematura como aquela ocorrente antes do início do trabalho de parto, podendo dar-se tanto ao termo como prematuramente. Estima-se que cerca de 30% dos partos prematuros decorram de amniorrexe prematura.


Diagnóstico

É essencialmente clínico, pela perda líquida vaginal com características de líquido amniótico. Rupturas mais inferiores levam a perda copiosa e são de diagnóstico fácil; rupturas mais altas podem se manifestar por perdas frustras ou intermitentes e se expressar apenas por oligoâmnio. Os principais diagnósticos diferenciais são leucorréia e perda urinária involuntária. Diante de uma história compatível com amniorrexe prematura, deve-se passar espéculo estéril antes do exame de toque, para visualização do colo uterino e a perda de fluido amniótico.

Ocorrência:

A recorrência de RPM pré-termo varia com a literatura entre 13 e 32%.

A fisiopatologia da RPM é multifatorial, sendo em muitos casos desconhecida. São descritos como fatores associados: baixo nível sócio-econômico, tabagismo, doenças sexualmente transmissíveis, conização de colo uterino, parto prematuro prévio, trabalho de parto prematuro e sangramento vaginal na gestação atual, sobre-distensão uterina (gestação gemelar, polidramnia), amniocentese, circlagem cervical.

A presença de encurtamento do colo uterino (colo menor que 25-30 mm em ultra-sonografia transvaginal) foi associada com maior risco de RPM pré-termo tanto em multíparas quanto em nulíparas, no entanto, não há evidência científica para o uso rotineiro da avaliação do tamanho do colo uterino, sendo necessários mais estudos para avaliar o impacto desta conduta sobre a melhora da saúde materno-fetal.

A prematuridade é o principal fator relacionado ao aumento da morbimortalidade perinatal na RPM pré-termo já que o parto ocorre em até sete dias em mais de 80% das pacientes com PRM pré-termo.

CIRCLAGEM

A circlagem é largamente descrita como fator de risco para RPM. A RPM pré-termo ocorre em 1 em 4 pacientes circladas e em aproximadamente 50% das pacientes submetidas a circlagem de emergência.

Após a RPM pré-termo deve ser feita a remoção imediata da circlagem. A conduta de deixar os pontos da circlagem por um curto período de tempo até que se tenha maturidade pulmonar ainda não está estabelecida, sendo necessário estudo randomizado para avaliá-la adequadamente.

 


 
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